segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

ECONOMIA SOLIDÁRIA POPULAR

ECONOMIA SOLIDÁRIA POPULAR

                        A Economia Solidária Popular pode ser definida como uma prática social com conteúdo eminentemente econômico, atrás do qual estão diferentes projetos de natureza social, política e cultural, sempre de acordo com os interesses do agrupamento social ou das instituições e indivíduos que o integram ou o condicionam. A sua emergência nos tempos modernos se procede pelas condições materiais concretas de produção e dinâmica do processo social da correlação de forças que nela se estabeleceu e as condições políticas gerais vigentes no país, em termos conjunturais e estruturais, que norteiam a definição e moldam a prática da sócio-economia.
                        Tanto no campo como na cidade as experiências da economia solidária popular buscam solucionar problemas comuns das classes excluídas, permanentes ou temporariamente do processo de geração e usufruto da riqueza social. Essas experiências se interessam pela democratização das chances econômicas e sociais dos indivíduos, portanto agregam diversas experiências que se encontram em quase todos países do mundo, em razão da economia solidária se apresentar, também, como um movimento que se contrapõem processo de expansão capitalista.
                        Nesse aspecto, o movimento da economia solidária se baseia em princípios que visam a formação de um novo homem, criação de uma sociedade baseada em valores tais como: solidariedade, liberdade, cooperação, ajuda-mútua, entre-ajuda, educação, formação e informação, democracia interna, participação, política social e econômica dos indivíduos.
                        Na economia solidária os empreendimentos são de caráter coletivo, são sociedades civis de grande interesse público, pois seus colaboradores buscam a melhoria das condições de existência. Contudo, é difícil e antagônica, a inserção na economia de excluídos sem que haja um incremento de capital, este, por sua vez, também deve ser originado de organizações populares cujos objetivos não sejam os mesmos que de uma instituição de crédito tradicional, pelo contrário, seus beneficiários têm que ser donos-usuários emancipados e gestores dos Bancos Populares, entidades de crédito cooperativo.
                        A propriedade na economia solidária popular é considerada uma forma de propriedade socialista, menos extensiva que a propriedade estatal, já que nela os meios de produção e a produção mesma não pertencem a toda a sociedade, senão a uma coletividade determinada, sem muitas diferenças essenciais, já que uma e outra buscam excluir a exploração do homem pelo homem e pressupõem trabalho coletivo e beneficio social.
                        O objetivo primordial das práticas da economia solidária popular é aumentar as possibilidades de superação da exploração do capital sobre o trabalho, através da organização autônoma de atores sociais em torno de atividades produtivas que lhe permitam integrar a uma rede solidária de experiências concretas de iniciativas econômicas igualitárias e justas.

Em resumo, a economia solidária popular é uma resposta positiva ao processo de marginalização do proletariado, um sintoma de que uma humano-economia tem que ser inventada e praticada, que a economia que desconsidera o homem e o coloca apenas como meio de produção está fadada a criar mais injustiça seja na distribuição, seja na produção. A economia solidária popular é parte do terceiro setor fruto do desenvolvimento da sociedade de classes que, por sua vez, denuncia todas as mazelas do capitalismo e aponta uma solução coletivista e democrática para nossa sociedade, aliando produção e crédito autogestionários.
Prof. Erinaldo Barbosa da Silva

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